Fala gente! Seguinte: há muito tempo não tenho estado no feeling de escrever prosas poéticas. Por isso resolvi colocar aqui no blog também alguns textos de opinião. Peço que comentem o que pensam, quero que seja um espaço aberto para o diálogo! Devo postar algumas vezes por dia no twitter, não muitas… por isso, não me chamem de chato! Começarei, com o embalo da noite de hoje, falando sobre o que todos estão falando: Oscar.
O Oscar é uma festa linda. Todas as celebridades, adoradas pelo mundo, juntam-se para serem recompensadas pelo seu árduo esforço de trazer a sétima arte com maior qualidade para os espectadores mundiais. Fiz questão de não acompanhar tal festividade no atual ano de 2010.
É de se saber o papel político importante do cinema no século XX, propagando-se pelo século XXI. Longe de mim querer parecer paranóico e ser um daqueles que vê ideologia em tudo, porém existem filmes em que se pode reparar claramente uma posição política arbitrária por parte do produtor. Não me aprofundarei nisso, mas é importante que seja um ponto de reflexão.
Além disso, pode ser observada a clássica diferença entre showbiz e showart. A escolha do Oscar, na maioria das vezes, é levada pelo showbiz. Por que? Porque a Indústria Cultural (abençoado, ou não, seja Theodor Adorno) tem a necessidade de rankear os melhores para manter o espírito competitivo (reflexo do sistema? Pode ser que sim). E, é claro, a velha questão do marketing e da propaganda. O Oscar passou a ser um "mecanismo" de manutenção das produções que se afiliam (politica e, por que não, economicamente?) a tal "Academia", que não é, e nunca será, NEUTRA ideologica e politicamente falando. São pessoas que falam de um lugar, de um tempo, e suas opiniões são inseridas em um contexto. Não digo nem da mentalidade predominante nos Estados Unidos, mas sim um pensamento globalizado e multicultural (absorvido pelo sistema), devido à proporção que ganhou tal "festa".
É claro que a coisa não é TÃO descarada assim, afinal, eles, os jurados da Academia, não podem considerar todos que assistem cinema um bando de imbecis (por mais que, muitas vezes, parecem pensar assim). Certos filmes, como Uma Mente Brilhante e Quem quer ser um milionário? aparecem como grandes exemplos de como filmes cults, com roteiros que poderiam aparecer somente nas margens da grande mídia cinematográfica, tiveram diretores, produtores e roteiristas que souberam jogar o jogo da tal Academia.
Quem quer ser um milionário? – reflexo da Índia destacando-se na política internacional
Enfim, meu principal ponto é que tal sistema produtivo cinematográfico PRECISA de premiações e "melhores", para mostrar que existem piores. Eu sou uma pessoa que - além de ter uma fraca cultura de filmes (admito) - evita fazer rankings, porque uma relação comparativa é, grande parte das vezes, cruel (talvez seja rastro de minha formação de professor). Toma-se o Oscar como um padrão de qualidade, quando vários filmes poderiam estar lá e não estão, por escolha arbitrária.
E, que fique claro, para que não haja mal-entendimento: isso não é uma crítica aos atores e artistas que lutam para melhorar suas atuações e são recompensados (justamente ou injustamente) por tal rankeação. É uma análise do sistema no qual o Oscar se inclui e se destaca, que eu vejo mais como um propagador de um discurso dominante do que um modificador dele.
